10 de jun de 2015

A poesia homoerótica de Judith Teixeira

                                                                       (Nelly Novaes Coelho)

Foi com espanto que, em minhas pesquisas sobre a poesia feminina em Portugal, no ano de 1995, encontrei as primeiras informações sobre Judith Teixeira, poetisa contemporânea de Florbela Espanca, da qual nunca ouvira falar, tampouco vira alguma menção nos livros de história da literatura ou em qualquer outro interessado em estudar a produção poética das mulheres portuguesas. O meu espanto deveu-se, não apenas por ter localizado uma obra poética, pois outras relegadas ao esquecimento já havia encontrado, mas sim pela indiscutível qualidade da poesia que tinha diante dos meus olhos. Daí, surgiu em mim o empenho em divulgá-la, o que tenho feito em Congressos e Encontros de Literatura, além de incluí-la em meu livro O Itinerário da poesia feminina portuguesa: Século XX e XXII, do qual selecionei o texto a seguir:
Filha natural de Maria do Carmo e pai desconhecido, nasceu em Viseu no ano de 1880, Pouco se sabe acerca de sua vida, os poucos registros encontrados informam que aos treze anos dedicava-se à composição de versos juvenis. No ano de 1907, aos 28 anos de idade, ainda solteira, foi perfilhada por Francisco dos Reis Ramos, alferes de infantaria. Bem mais tarde, em 1918 e em 1919, lançou-se nas letras, usando pseudônimos, como autora de artigos no Jornal da Tarde de Lisboa. Em data desconhecida, casou-se com Jaime Levy Azancot, empregado comercial. O casamento deve curta duração. Em 1913 o seu marido pede a separação, acusando-a de adultério e de abandono do lar. Um ano após o divórcio, a autora contraiu novas núpcias com Álvaro Virgílio de Franco Teixeira, industrial e advogado. Somente aos 42 anos de idade e usando seu nome próprio, publicou o seu primeiro livro de poesias, intitulado Decadência. Este livro de estréia de Judith Teixeira, lançado ao público em 1923, irrompeu como a erupção de um vulcão em meio a mesmice enfadonha do discurso feminino em voga, causando inevitável impacto no meio literário, perplexo e aturdido com o transbordamento sensual e a audaciosa tematização do desejo e da luxúria em suas poesias, de índole decadentista.
A expressão do homoerotismo nas poesias teixerianas afrontava a estreiteza moral e os bons costumes defendidos ferozmente pelo moralismo burguês, prevalecente nos intolerantes círculos dos censores das obras publicadas em Portugal. Incapazes de compreender e de acatar a liberdade da expressão poética e da criação artística obrigavam os escritores a caminharem pelos trilhos estreitos da aviltante submissão da inteligência e da sensibilidade ao obscurantismo e à estreiteza mental dos que se arvoravam em guardiões dos costumes.

Em lugar da merecida ovação da crítica e da consagração da sua obra, Judith Teixeira teve a edição do seu livro de estréia censurada, confiscada enviada para a lista negra da intolerância apocalíptica de Pedro Teotônio Pereira, porta voz da escatológica fúria moralizante da Liga de Acção dos Estudantes de Lisboa. Empenhado em fiscalizar e meter em ordem os artistas julgados nocivos, encarregara-se de incinerar, em fogueira armada na praça pública, o livro da poetisa juntamente com os de outros poetas julgados obscenos e atentatórios à moral da sociedade. Obstinada, a poetisa publicou no ano seguinte o livro intitulado Castelo de sombras. A este “recatado” livro, seguiu-se, em 1926, sua última publicação em versos: Nua: Poemas de Bizâncio. Livro que retoma as temáticas ousadas e a liberdade de expressão que já levara à execração o seu livro de estréia, Decadência. A reação dos críticos e da imprensa não se fez esperar, desta vez ainda mais incisiva e injuriosa. Como resposta, Judith Teixeira publicou uma conferência intitulada De Mim, na qual explicitava as “suas razões sobre a Vida, a Estética e a Moral” vigentes, afirmando que o artista assume sempre uma atitude alheada dos preconceitos da época e da sociedade em que vive.
As décadas foram se sucedendo, mas pouco mudou a situação de desprezo e esquecimento a que esteve relegada a obra da poetisa. Ainda hoje, ela continua a não ser representada em qualquer antologia e sequer é mencionada nos manuais da história literária.[1]
A edição do livro Poemas, em 1996, reunindo a obra completa da poetisa e ensaísta constitui um ato de justiça e de merecido resgate do silêncio a que estivera relegada durante cerca de 70 anos.
Judith Teixeira, uma das mais talentosas e inovadoras poetisas do seu tempo, faleceu em 1956 sem ter visto o reconhecimento do valor das suas obras Decadência; Castelos de sombras; Nua: Poemas de Bizâncio; Dispersos e o ensaio De Mim.


Voltando ao seu livro de estréia, Decadência, vale acrescentar que o mesmo surpreendeu a crítica e a intelectualidade da década de 20 não apenas pelas ramificações temático-discursivas demasiadamente atrevidas como pelas evidentes relações que revela com o Modernismo em curso e com o Decadentismo retardatário que ainda dominava o imaginário poético da segunda década do século XX. Com efeito, a obra teixeiriana se constrói sobre o alicerce das duas tendências coexistentes no fim do século: Modernismo e Decadentismo. Porém, como escreve alicia Perdomo:
Judith Teixeira revela, ficcionaliza e metaforiza a luxúria como força vital e como força criativa”. Ela, a violentamente passional, não tem a quem escrever e se escreve e se constrói em sua escrita e seu desejo está neste ato. Todavia em Teixeira, também, há o problema típico do fim do século XIX e começo do XX, a construção de um personagem que revela a androginia da beleza e da criação.” [2]

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Com efeito, seria exigir demais que as mentalidades reprimidas e afogadas em valores vitorianos pudessem ler sem se sentirem violentadas em seus falsos pudores por poesias que falavam explicitamente de emoções e paixões homoeróticas, não importando a beleza e a delicadeza da expressão poética que ressaltam dos versos, como os da poesia intitulada A minha amante, na qual o sensualismo impetuoso, a embriaguez dos beijos voluptuosos, o arrebatamento dos sentidos vão à mistura com o desdém pela malícia alheia, na busca sôfrega do prazer:

Dizem que eu tenho amores contigo!
Deixa-os dizer!...
Eles sabem há o que de sublime,
nos meus sonhos de prazer...
De madrugada, logo ao despertar,
há quem me tenha ouvido gritar
pelo teu nome...
Dizem - e eu não protesto – 
que seja qual for
p meus aspecto
tu estás
na minha fisionomia
e no meus gesto!
Dizem que eu me embriago toda em cores
para te esquecer...
E que de noite pelos corredores
quando vou passando pata te ir buscar;
levo risos de louca, no olhar!


Não entendem dos meus amores contigo,
não entendem deste luar de beijos...
Há quem lhe chame de tara perversa,
dum ser destrambelhado e sensual!
Chamam-te o gênio do mal -
o meu castigo...
E eu em sombras alheio-me dispersa...
E ninguém sabe que é de ti que ei vivo...
Que és tu que doiras ainda,
o meu castelo em ruínas...
Que fazes da hora má, a hora linda
dos meus sonhos voluptuosos-
Não faltes aos meus apelos dolorosos...
Adormenta esta dor que me domina!

É inegável o conteúdo sensual da poesia de Judith Teixeira. E não se trata, evidentemente, de uma sensualidade semelhante a de Florbela Espanca, em seu confessionalismo amoroso dirigido a um ser do sexo oposto. A sensualidade expressa nos poemas de Judith fala uma outra linguagem, solta-se na liberdade do homoerotismo, ultrapassando, sem medo ou falsos pudores, os limites da transgressividade, como pode ser visto no poema que se segue, intitulado A estátua: 

O teu corpo branco e esguio
prendeu todo o meu sentido...
Sonho que pela noite, altas horas.
Aqueces o mármore frio
do alvo peito entumecido...

E quantas vezes pela escuridão,
a arder na febre dum delírio,
os olhos roxos como um lírio,
venho espreitar os gestos que eu sonhei...
[...]
Sinto os rumores de uma convulsão,
A confessar tudo que eu cismei!
[...]
Ó Vênus sensual!
Pecado mortal
do meu pensamento!
Tens nos seios de bicos acerados,
num tormento,
a singular razão dos meus cuidados!

Em maio de 1936, Judith Teixeira publica mais um livro de poemas, intitulado Nua. Poemas de Bizâncio, bem recebido e elogiados apenas por raros críticos, logo suplantados por uma enxurrada de alusões maldosas contra o título da obra, sem comentários sobre os poemas nela reunidos, preferindo despejar a crítica mais contundente sobre a poetisa.
Com efeito, Judith Teixeira não poderia ser acatada e compreendida em um meio social que estava preparado apenas para receber poesias de amor sentimental, para consumo social, jamais para aceitar poesias que implodiam os códigos da “delicadeza e do pudor”, rompendo com os padrões da retórica feminina, na qual a mulher jamais é o objeto do discurso amoroso, da mesma forma que lhe é vedada a expressão de sua sexualidade, dos seus desejos amorosos. A poetisa ignora e ultrapassa estas limitações e mostra-se inteira na ardência dos seus sentidos, como pode ser visto no soneto Delírios rubros:

Quebro os nervos em torturas
como cordas ressequidas,
crispados por amarguras
nas minhas noites perdidas!
Ando na vida às escuras...
Se estendo as mãos doloridas,
abrasam-me mordeduras
de bocas encandescidas!
Sempre a fúria dos desejos,
a gritar pelos teus beijos
incendiando o meu sangue...
Traz-me o vento em seus clamores
presságios de novas dores –
e eu fico desfeita, exangue!

Em agosto de 1926, Judith publicou De mim, conferência. Em que se explicam as minhas razões sobre a vida, sobre a estética, sobre a moral. Trata-se de um texto tão ousado quanto é a obra da autora, além de constituir um testemunho da inteligência, do saber literário e da superior consciência crítica da poetisa, decerto avançada demais, que jamais poderia ser aceita e compreendida de forma pacífica no Portugal dos anos vinte. Daí os tantos ápodos vulgares lançados sobre a poetisa, como “vergonhas literárias”, “versalhadas ignóbeis”, “pessegada erótica” “doida sim, infelizmente louca” ou ainda “desavergonhada chamada Judith Teixeira”
No livro Nua, estátua de Bizâncio, a poetisa mostra-se ainda mais ousada que no livro de estréia condenado e destruído pela intolerância escatológica dos limitados censores oficiais. O poema Ilusão exemplifica esplendidamente a poética da luxúria tão do gosto da autora e dos poetas decadentistas:

Vens todas as madrugadas
prender-te nos meus sonhos,
- estátua de Bizâncio
esculpida em neve!
E pousas a tua mão
macia e leve
nas minhs pálpebras magoadas...
Vens toda nua, recortada em graça,
rebrilhante, iluminada!
Vejo-te chegar
como uma alvorada
de sol!...
E o meu corpo freme,
e a minha alma canta,
como um enamorado rouxinol!
Sobre a nudez moça do teu corpo,
dois cisnes erectos
quedam-se cismando em brancas estesias,
do meu leito,
em rúbodos clarões,
nascem, maceradas
as orquídeas vermelhas
das minhas sensações!...
És linda assim: toda nua,
no minuto doce
em que me trazes
a clara oferta do teu corpo
e reclamas firmemente
a minha posse!...
Quero prende-la à mentira loira
do teu grácil recorte...
E os teus beijos perfumados,
nenúfares desfolhados
pela rajada dominante e forte
das minhas crispações,
tombam sobre os meus nervos
partidos... estilhaçados!


Acordo. E os teus braços,
muito ao longe,
desfiam ainda
a cabeleira fulva
do sol
por sobre os oiros adormecidos
da minha alcova...
Visão bendita! repetida e nova!
Loira Salomé
de ritmos esculturais!
Vens mais nua
esta madrugada!
Vem esconder-te na sombra dos meus olhos
e não queiras deixar-me...
ai nunca, nunca mais!

De fato, Judith Teixeira nunca ocultou o seu fascínio pelas inovações (estou em arte, na vanguarda”), seu espírito de liberdade e de independência colocava-a acima dos preconceitos e hipocrisias sociais, especialmente a dos seus aguerridos censores. Para ela, “as atitudes de Arte, nada têm a ver com as atitudes da vida”. Daí o à vontade com que constrói o seu universo lírico “como sua metarepresentação, sua proposta lúdica e narcísea e o encontro com um conjunto de espelhos nos quais a autora se ficcionaliza”. [3] Judith reconhece o poder da luxúria como conceito chave de sua ficção... e em sua realidade ficcionalizada.Na primeira estrofe do poema, que se segue, está todo o ritual que preludia a entrega espontânea do corpo: prazeroso jogo do amor sem pressa, a fruição do beijo, da voluptuosidade sem culpas:

Assim...de mansinho...
une a tua boca à minha boca.
Amor, assim... devagarinho...
entorna mais sombra nos teus olhos!...
E sonha, e sofre ainda
a luxúria do meu beijo...
Oh, como a volúpia é linda,
Crispando o teu desejo!
Asas longuíssimas, esguias,
tumultuando indominadas
no vendaval das nossas sensações!
Escuta amor:
este turbado rumor
cálido e dolorido,
é o eco de tantas vezes repetido
das nossas fervidas
e magoadas
crispações!...
Lá fora, o dia morre tristemente.
Não vejas, meu bem,
oh! não queiras ver
o céu nostálgico,
opacescente
e agonizante!...
Tenha ainda mais,
na ternura dos teus braços
a graça perturbada
do meu corpo feminino...
E sofre... queima ainda
a linda Sultana do teu desejo,
na brasa do teu beijo
agônico...
soluçante...
e que não finda!

Em alguns poemas a carga dramática do discurso poético atinge um ponto altíssimo. Suas palavras surgem, em cada verso, impusionadas pela força do desejo, sempre urgente e inadiado. O poema intitulado A minha colcha encarnada (1922) é tecido pela embriagues dos sentidos, pela luxúria e o poema Mais beijos (1925), não menos inflamado pela sofreguidão dos beijos desejados: ei-los, a seguir.

Devagar...
outro beijo...outro ainda...
O teu olhar, misterioso e lento,
veio desgrenhar
a cálida tempestade
que me desvaira o pensamento!
Mais beijos!...
Deixa que eu, endoidecida,
incendeie a tua boca
e domine a tua vida!
Sim, amor...
deixa que se alongue mais
este momento breve!...
-que o meu desejo subindo
solte a rubra asa
e nos leve.

Esquecida durante décadas, somente após a revolução dos cravos, em 1974, chega ao fim a proibição de autores condenados ao ostracismo e, consequentemente, retornam todos do esquecimento a que estiveram relegados pela intolerância ditatorial salazarista. Judith Teixeira, falecida, desde 1959, foi então lembrada por Couto Viana com estas palavras: “É irresistível: leio as poesias de Judith Teixeira e, separando muito trigo de muito joio, penso-as merecedoras de melhor sorte do que têm estado votadas.”
Um dos índices que remete para o homoerotismo nas poesias de Judith Teixeira é a ausência de indicadores de gênero masculino identificando a pessoa a quem ela dirige as suas confissões de amor, ou com a qual vive a experiência luxuriosa que tematiza dos poemas. Quando não faz alusão clara ao gênero feminino, como nas poesias A estátua, A minha amante, dentre outras, refere-se à pessoa amada ou objeto de desejo com a expressão neutra “amor” ou “meu amor”. 
Judith Teixeira não foi menos importante que Florbela Espanca, enquanto exponenciais da literatura feminina das primeiras três décadas do século XX. A problematização em torno de sua obra também se originou de motivos semelhantes aos sofridos pela obra florbeliana: sua poesia, como a dela, era avançada demais para a época em que foi publicada, principalmente pelo apelo erótico que transita nas linhas e entrelinhas de seus versos, desafiando os tabus sociais que impunham a lei do silêncio para a exteriorização da intimidade feminina, que amordaçavam os gritos do corpo, quando não puniam a audácia dos que ousavam transgredi-los, através das várias formas que revestem a rejeição e a censura condenatória. 
Nas obras poéticas de Florbela e de Judith Teixeira, já se pode ver, avant la lettre, toda a dinâmica de um projeto libertário da mulher que iria, décadas depois, eclodir e conquistar a permanência nos textos femininos, já explicitamente indicado textualmente através da construção da imagem de uma mulher atuante na experiência amorosa. Quando Florbela Espanca faleceu, em 1939, Judite Teixeira já dividia com ela o espaço da qualidade e do talento literários, desde 1923. As poesias de Florbela e de Judith foram “a erupção da linguagem enterrada da paixão”, foram a pedra inaugural, a abertura dos caminhos, a fertilização do terreno onde se fincariam as raízes da poesia erótica feminina na literatura portuguesa. Todavia, as suas poesia não é ainda a festa do erotismo triunfante, da sexualidade feminina resgatada, do corpo liberto que se instauraria principalmente com Teresa Horta, secundada por Rosa Farias Lobato, Ana Hartherly e Luiza Neto Jorge, dentre outras, bem mais ousadas e transgressivas que elas. 
PS.: Há pouquíssímas informações, em sites da Internet, acerca da obra poética de Judith Teixeira e sobre a própria autora. Dentre as que localizei figura o comentário crítico de António Manuel Couto Viana, in Coração Arquivista, Lisboa, Verbo. Do qual transcrevo alguns fragmentos: 
... as «orgias de morfina» — a droga a que a poetisa chamava «a minha amante» («Dizem que eu tenho amores contigo / Deixa-os dizer! ... / Eles sabem lá o que há de sublime, / nos meus sonhos de prazer ») — que indignação terão causado, assim confessadas, com soberano despudor! (Na longínqua Macau, outro poeta, Camilo Pessanha, ia sumindo-se, aos poucos, «como faz um verme», sorvendo a fundos haustos pelo longo cachimbo de bambu o ópio da evasão.) 
Pasmo que qualquer dos poemas citados não tenha merecido à sensibilidade e cultura de Natália Correia a inclusão na sua Antologia de Poesia Portuguesa Erótica e Satírica, onde alguns talvez menos autênticos se coligiram. E pasmo que Judith Teixeira não esteja presente na Antologia da Poesia Feminina Portuguesa que a cultura e sensibilidade de António Salvado organizaram. Porque, apesar da frouxidão e desleixo da forma (quase sempre), há uma personalidade poética original («O que não sei / é ser banal» — diz a escritora) a distinguir e a prezar. Mais a mais, ela é a nossa única poetisa «modernista» (Violante de Cisneiros é um criptónimo de Côrtes-Rodrigues e Fernanda de Castro, com ser moderna, nunca foi «modernista». Muito menos Florbela, Virgínia Vitorino, Laura Chaves... — as mulheres-poetas da época).
É irresistível: leio as poesias de Judith Teixeira e penso-as merecedoras de melhor sorte do que o silêncio, a ignorância, a que têm estado votadas». 
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NOTAS
[1]- Judith Teixeira é mencionada apenas no Dicionário de Literatura Portuguesa, Galega e Brasileira, de Jacinto do Prado Coelho, Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, coordenado por António Lisboa e na História das nossas avós: retratos da burguesia em Lisboa, de Cecília Barreira. A autora deixou cinco livros publicados e silenciados durante 70 anos.

2- Alicia Perdomo H. “Judith Teixeira, uma escritora portuguesa vanguardista de los años 20” . In:. http://www.andes.missouri.edu/...1html
3 - Alicia Perdomo, Op. cit., p. 12.
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Autora: Zenóbia Collares Moreira. O Itinerário da poesia feminina portuguesa: Séculos XX/XXI.

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